já tentou instalar aquele jogo novo e gigantesco, como o GTA VI ou o último Call of Duty, e recebeu a mensagem de “armazenamento cheio” no seu PlayStation 5? Eu passei exatamente por isso na semana passada aqui no laboratório do blog. Foi aí que decidi: é hora de testar se um SSD para PS5 vale a pena de verdade ou se é só mais um gasto desnecessário.
Eu era cético. Achei que os 825GB (que na prática são 667GB disponíveis) do console padrão seriam suficientes. Que erro eu estava cometendo. O sistema operacional já consome um espaço considerável e, com a complexidade técnica dos jogos atuais — que usam pesadamente tecnologias de Unreal Engine 5 — o espaço evapora. Neste post, vou compartilhar minha experiência real de instalação e uso, e te dar o “pulo do gato” que me poupou muita dor de cabeça.
O Pulo do Gato: O Erro que Quase me Custou o Console
Aqui está o detalhe que a maioria dos tutoriais genéricos esquece de te contar. Antes de comprar o SSD, eu quase cometi o erro de pegar um modelo qualquer que tinha a velocidade certa. Cuidado! O PS5 exige não apenas uma velocidade de leitura sequencial de pelo menos 5.500 MB/s (como as especificações oficiais da Sony ditam), mas também um dissipador de calor (heatsink) compatível.
Quando coloquei lado a lado o slot de expansão do PS5 e o SSD sem dissipador, percebi o perigo. O console esquenta muito nessa região. Se você instalar um SSD rápido sem dissipador, ele vai superaquecer em 10 minutos de jogo pesado. Isso causa thermal throttling (queda de performance) e, no pior dos cenários, pode queimar o componente ou danificar o slot do console. Eu acabei optando pelo Samsung 990 Pro que já vem com o dissipador de fábrica, e foi a melhor escolha.
Teste Prático: SSD para PS5 Vale a Pena na Performance?
Para responder se o SSD para PS5 vale a pena, eu não fiquei só na teoria. Instalei o SSD e movi o Spider-Man 2 e o Ratchet & Clank: Rift Apart para ele. A instalação física foi surpreendentemente simples; em 15 minutos, eu estava pronto.
O que eu senti usando isso foi pura agilidade. Nos meus testes de cronômetro, os tempos de carregamento (loading screens) foram virtualmente idênticos aos do SSD interno original. Carregar o Rift Apart do zero levou ridículos 3 segundos. A sensação técnica de alternar entre jogos sem “engasgos” é onde o ganho de 20% na velocidade percebida de navegação no menu realmente brilha. Mas, afinal, o SSD para PS5 vale a pena no uso diário? Com certeza. O principal ganho não é a velocidade, mas a paz de espírito de ter 2TB extras para instalar o que quiser.
Comparação: SSD Interno Original vs. Expansão
| Característica | SSD Interno Original (Sony) | Expansão SSD NVMe M.2 Gen4 (ex: Samsung 990 Pro) |
| Capacidade Disponível | ~667 GB | Configurável (1TB, 2TB, 4TB…) |
| Velocidade Percebida | 5.500 MB/s (base) | 7.450 MB/s (pode ser mais rápido, mas o PS5 limita) |
| Flexibilidade | Nenhuma | Alta (pode ser substituído) |
| Dissipação de Calor | Integrada ao console | Obrigatória no SSD adicionado |
Pontos Positivos e Negativos do Upgrade
Como prometido, aqui vai o papo reto:
Pontos Positivos:
- Capacidade Exponencial: Ter espaço de sobra remove a frustração de gerenciar espaço.
- Manutenção da Performance: A velocidade M.2 Gen4 garante que você não perca a experiência “Next-Gen”.
Pontos Negativos:
- Custo Adicional: É um investimento que pode variar de R$ 600 a R$ 1.500 extras.
- Complexidade da Compra: Exige que você pesquise as especificações técnicas exatas (Gen4, dissipador) para não errar.
Conclusão: O Veredito de Antonio Almeida
Depois de semanas de uso intenso, a resposta curta é: sim, o SSD para PS5 vale a pena para 90% dos jogadores. Se você joga mais de três ou quatro títulos diferentes simultaneamente, ou gosta de manter seus jogos instalados “para quando der vontade”, o espaço original é uma prisão. O upgrade devolve a liberdade que um console desse porte exige.
E agora eu quero saber de você: você já fez o upgrade de SSD no seu PS5 ou ainda está sofrendo apagando jogos toda semana? Deixe seu comentário aqui embaixo!

